Administrar uma empresa sendo microempreendedor

As redes varejistas mais estruturadas dispõem de tecnologias que possibilitam fazer uma análise detalhada de seus negócios com base em uma infinidade de dados: o chamado Big Data. Esse tipo de ferramenta, porém, não é uma exclusividade dos gigantes do setor. É possível encontrar pequenos estabelecimentos pensando como gente grande.

microempreendedor“Achismo” não tem vez no Supermercado Magnata, em Barueri. Desde o começo de 2017, o empreendimento dispõe do Cielo Farol, sistema exclusivo da Cielo para análise de dados e controle financeiro. Com ele, por exemplo, pode-se visualizar os horários de pico e também comparar o desempenho de seu negócio com os de negócios similares da região.

“O Cielo Farol me ajuda a ver quanto os clientes consomem na minha loja e quanto gastam em lojas do mesmo segmento da região. Assim, podemos bolar promoções e atrativos para melhorar as vendas”, afirma Eliel Sampaio, gerente-geral do Magnata.

Outra vantagem do sistema de gestão de negócios, segundo Eliel, é que ele dá um “empurrãozinho” na hora de planejar a operação do dia a dia. “Ele indica os melhores dias de venda e os picos de atendimento. Então, resolvemos dois problemas com uma tacada só: deixamos as gôndolas mais atraentes e reforçamos o número de atendentes nos caixas”, diz Eliel.

O Cielo Farol municia o empreendedor com outros tipos de informações úteis para o gerenciamento da empresa. É possível, por exemplo, ver o perfil de renda dos clientes e quantas vezes eles voltam ao estabelecimento. “O acompanhamento dos dados é feito de forma rápida e didática pelo site. E ainda dá para visualizar as informações por período, o que é muito importante para acompanhar a evolução de uma empresa”, afirma Gabriel Mariotto, gerente da área de inteligência da Cielo.

Dono do Magnata há 30 anos e parceiro da Cielo há 18, Paulo Saj conta que os clientes são antigos e muitos o chamam pelo nome e outros até o apelidaram de “magnata”. No entanto, o que mudou bastante, para sorte dele, aliás, foi o fim dos calotes. “Já recebi muito cheque-voador”, lembra ele, mostrando um maço de cheques sem fundos do começo da década de 1990. “Com o cartão, isso acabou.”

Hoje, quase 60% dos pagamentos no local são feitos em cartão. Quando Eliel assumiu a gerência, em 2009, o percentual era bem menor. “No meu começo aqui, 65% das vendas eram em dinheiro. Hoje a coisa mudou, ficou mais segura e tende a crescer.”

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